Tuesday, January 22, 2008

Nomeações daqui a nadinha

Nas salas de cinema fechei 2007 assim







E entrei em 2008 com



Entretanto já espreitei o que se diz ser candidato a melhor filme...



e faltou-lhe...

um bocadinho assim.

Friday, December 7, 2007

E duas semanas depois...a saga continua

«Vamos por partes. O problema da crítica de Pulido Valente começa desde logo no modo como foi publicada. A capa do suplemento do Público anunciava: «Vasco Pulido Valente leu o último livro de Miguel Sousa Tavares e não gostou.» Ninguém precisa de ter estudado jornalismo para perceber o erro que aqui se cometeu. Isto não é notícia de capa em lado nenhum. Material de primeira página seria o Vasco Pulido Valente ter gostado de uma coisa qualquer. »


Ricardo Araújo Pereira in Visão

Thursday, December 6, 2007

E do feitiço fez-se profissão

Estarão com certeza lembrados de Natascha Kampusch, a rapariga austríaca que há cerca de um ano e meio fugiu da casa onde Wolfgang Priklopil a mantinha presa por mais de oito anos. Não é difícil trazer de volta à memória as imagens das entrevistas e as fotografias nos jornais, dada a intensa cobertura mediática de que foi alvo.
Muito se falou sobre o futuro desta rapariga: que traumas a iriam condicionar, que efeitos (nocivos) poderiam advir da excessiva exposição.

Eis que Natascha é de novo notícia: vai ter o seu próprio progama na televisão - um talk-show - no canal austríaco «Puls 4».
Se o feitiço se virou contra o feiticeiro? Neste caso, não foi bem assim. O alvo do feitiço cansou-se de falar de si, e quer saber dos outros; diz querer passar «de objecto mediático passivo a sujeito activo».
E não é que já comunicamos na gíria dos media?

Don't Panic, que é como quem diz «não paniques»

Bones, sinking like stones,
All that we fought for...
Homes, places we've grown,
All of us are done for.

And we live in a beautiful world,
(yeah we do, yeah we do).

Oh, all that I know,
There's nothing here to run from,
'Cause everybody here's got somebody to lean on.

Wednesday, December 5, 2007

PJ que não era polícia

O bom de não saber nada sobre jazz é poder gostar só por gostar, antes de o começar a perceber.
O bom de gostar sem nada saber é ter legitimidade para poder soltar certos disparates que se vão pensando ao longo do concerto.
Por exemplo:
1) que o contrabaixo tem um som quente;
2) que a guitarra soa muito diferente no modo jazz, e que no caso específico da escola HOT CLUBE trouxe harmonia ao quarteto com o saxophone, o contrabaixo e a bateria;
3) que dá gozo fixarmo-nos num instrumento e tentar ouvi-lo mais alto do que os outros;
4) e que talvez por percebermos pouco gostámos de tudo, e o dinheiro foi bem gasto.

Já dizia o maestro dos caracóis altos, aniversariante da noite - «viva o jazz».

(Portugal Jazz no CCB, com quartetos das escolas ESMAE, HOT CLUBE E JAZZ DO BARREIRO; segunda parte com Orquestra de Jazz de Matosinhos)

Wednesday, November 28, 2007

Quando uma muito boa pivot se mostra uma excelente jornalista

Na edição da noite da Sic Notícias Ana Lourenço vinha cumprindo o seu papel de pivot, apresentando os blocos noticiosos em sessão quase continua.
Às 23h, o jornal abriu com Miguel Sousa Tavares em estúdio. Estávamos todos à espera que o questionasse sobre a longa e incisiva crítica que Vasco Pulido Valente endereçou ao Rio das Flores no Público de sábado passado. Mas a jornalista entrou de mansinho e quando a referência ao artigo do Público surgiu contavam-se já dez minutos de entrevista. O suficiente para conseguir o que todos queríamos, sem fazer da polémica tema exclusivo.
A conversa acabou por chegar aos quarenta minutos, sem nunca cair no desinteresse. Educada, segura e bem preparada, a pivot foi colocando as questões mais variadas (e menos esperadas): o papel das mulheres nas obras do autor, a dedicatória dirigida à sua mãe, a sua identificação (ou não) com as personagens, a questão da liberdade na sociedade actual...
No final arriscou e ouviu dizer mal do jornalismo televisivo, após ter pedido ao entrevistado que comentasse o jornalismo actual.
Uma senhora, esta pivot. Já a tinha em muito boa conta pela presença sóbria e inegável boa aparência. Fiquei também a admirá-la - e muito - como jornalista.

Wednesday, November 21, 2007

Porque há desculpas melhores

«Não devias ser assim», tentaste dizer-me hoje ao ouvido. Eu nem ouvi bem, tinha muito barulho à volta.
Seria barulho?
Não faças cara de mau: ainda não é hoje que consegues. Tens o canto da boca a traír-te, o sorriso está para sair.
«Não sou eu», apetece responder. Como um miúdo que grita «não fui eu!» antes de alguém descobrir que houve asneira.
De mão cruzadas sobre a manta axadrezada, que te aquece as pernas, é a vez do olhar substituir-te a voz. Porque essa vai fingir desviar o assunto quando me pegares na mão e gozares com o verniz avermelhado das minhas unhas.
Mas os nossos olhos sabem bem que continuas a querer dizer o mesmo, sem maldade.

E é precisamente por isso que não posso continuar a fingir que há barulho.

Fazemos um pacto? Empresta-me um bocadinho dessa manta aos quadrados.