Wednesday, March 21, 2007

Have a nice day

Bom dia Primavera, adeusinho ao Inverno. Vou ali dar um salto ao país do eterno Verão e já volto!

Tuesday, March 20, 2007

He's back

Andava desaparecido – quase tanto como eu deste blog. «Já não se fazem», diziam, e nós acreditámos. Não era fino, é certo. Não aparecia nas revistas do género, não ganhou nenhum prémio e não faço a mínima ideia se de facto era bem sucedido – mas divertido e dotado de outras qualidades, isso ninguém desmente.

Um dia desistimos de o procurar, e a pouco e pouco fomos esquecendo que o queriamos encontrar.

É tramado, sim senhor, e apareceu quando menos se esperava – momento emocionante, qual novela ou último episódio de uma dessas séries!

Malta, o gelado Carrocel está de volta! Disfrutem.

Thursday, February 22, 2007

Carnaval entre opostos


Fedra, no Teatro Maria Matos, 2 amores, no Villaret. Duas formas antagónicas de abordar um segredo inconfessável. Uma clássica, a outra contemporânea? Ou é possível descortinar um quê de contemporaneidade em Fedra, no sentido de identificar elementos que nos são caros?
À primeira vista, Fedra não é do nosso tempo. Diz quem me acompanhou que «custa a entrar». A linguagem, o guarda-roupa e o movimento corporal do “pára-arranca” já não se usam; o frenesi de Beatriz Batarda, num desespero exacerbado, chega a incomodar.
Será que a nós, ao nosso tempo, já não choca o amor de uma madrasta pelo seu enteado? E daí tornar-se difícil a aceitação do desespero assumido e exteriorizado de Fedra?
Esse sofrimento também não é do nosso tempo. O nosso é escondido, mascarado, disperso em desabafos ocasionais, canalizado para uma intensa e contínua actividade; a estes olhos, Fedra é louca e desequilibrada, a quem apetece dizer «oh filha já chega, é a vida. Levanta-te e ri.»
Sabemos, desde o início, que Fedra não se vai levantar, e muito menos rir. O segredo que esconde não se coaduna com a dignidade que os deuses exigem: Fedra sabe-o e assume-o.
Eu gostei. Estranhei um pouco o cenário, não senti a ligação com o resto. Sobre os actores, lamento algumas discrepâncias entre os contributos, que prejudicaram a noção da peça como um todo. Há mesmo momentos que incentivam a um certo desligamento – e eu julgo que até estava sintonizada.
A força esteve na Beatriz Batarda: o texto, a expressão, o vestido – ajustado ao corpo, mas que não o prendia, antes parecia acompanhar os seus movimentos – tudo nela fez sentido. Moral da história: a parte ganhou ao todo.

Duas peças, dois efeitos. Em Fedra, o efeito não me foi imediato: foi ficando, obrigando-me a pensar, «custando a sair».
Em 2 amores a reacção é instantânea, e com fortes probabilidades de causar dores abdominais. Não consegui conter alguma expectativa antes de entrar, e não saí (de todo) desiludida! Antes surpreendida pela capacidade daquele grupo de actores nos fazer rir durante três horas, de tal forma que os próprios manifestaram dificuldade em manter a postura.
João Santos tem duas vidas, e uma mulher em cada uma delas. Ao contrário de Fedra, não está lá muito preocupado. A bigamia é crime, ah pois é, mas é preciso ser descoberta! E para evitar essa situação desagradável (pois que consta que a prisão não é o melhor dos mundos) o senhor taxista fugareiro tem tudo sob controle. Até ao dia...
Altamente recomendável; não sujeito a receita médica.

Tuesday, February 13, 2007

Iguais aos outros todos

"Ó gente da minha terra
Agora é que eu percebi
Esta tristeza que trago
Foi de vós que recebi
"

Eu cá tenho um certo receio, para lá da tristeza ou da irritação. Exagero? Alarmismo?

Estaremos cá todos para ver: os do sim, os do não, os do branco, e os que quiseram ficar em casa.

P.s Diz o JB que vai emigrar. Para onde?

Thursday, February 8, 2007

La dolce vita...


...Ver o nascer do sol dentro de um comboio, a chegar a Veneza.

Tuesday, February 6, 2007

Isenção do serviço público

Uma semana depois, o Prós e Contras repete o tema. Mas calma, não é tudo igual. Desta vez, os movimentos foram convidados a ficar de fora, e a assistência foi-se enchendo de figurantes, que é para "não haver confusão". Havia necessidade, um imperativo indiscutível para esta repetição?
E para o afastamento das propostas de alteração das penas?
E para uma pergunta dois em um?
Há qualquer coisa aqui que cheira a esturro...Ou então são só as torradas a queimar.
Deve ser da cons(tipação).

Friday, February 2, 2007

Desculpem lá a "pitice"


Já não me apaixonava por um personagem da tv desde os tempos do Songoku...